Vaginismo? O que é isso?

Se você é daqueles que ainda acha que o Vaginismo é uma DST, está errado.
Vaginismo não é nada mais que a: “Contracção involuntária dos músculos circunvaginais” (próximos à vagina), o que impede qualquer tipo de penetração na vagina.

A que se deve o vaginismo?
Simples, existe ainda muita gente que instaura o medo, desde cedo, nas mulheres e meninas, seja por razões morais, políticas ou religiosas, para não terem relações sexuais. O sexo é visto como algo sujo, degradante, embaraçoso, repreensível…
Mesmo quando não são os pais a querer controlar, é a sociedade/ cultura/ religião, e torna-se comum a menina ficar com medo da primeira vez, já que toda a comunidade diz que dói.

Esse medo pode provocar a contracção dos músculos, impedindo a penetração. Ou, na maioria dos casos, a penetração poderá até acontecer, mas a mulher sentirá dor.

Por isso, é importante saber que a dor que muitas mulheres descrevem “da primeira vez” é devida a essa contracção muscular.
Se a menina quer que não doa, o melhor é relaxar e compreender melhor o seu corpo, para saber quando está pronta e relaxada.

Todos os homens precisam de saber isto, em vez de se acharem machões por estar a comer uma “gaja apertada”.
É um absurdo ninguém explicar o vaginismo, nem nas escolas.
No entanto, um homem no mínimo compreensivo saberia que, se a garota está tensa, não poderá ser penetrada. Em vez de forçar, ajudaria a deixá-la mais relaxada, calma e saber quando ela estiver pronta.

Mas como saber se estou pronta?
A melhor forma é entender o seu corpo, e para isso o truque é masturbar-se.
Vá à casa de banho e pense em alguém atraente, acaricie-se, veja o que lhe dá prazer, toque-se.
Com o tempo descubra o quanto fica molhada.
Veja se está apertada, tente colocar um dedo, veja se entra facilmente. Depois tente outro.

Com o tempo, você sentirá quando o músculo da vagina está relaxado, assim você saberá se já está pronta para primeira relação sexual, e começar a penetração. Ou se ainda está um pouco tensa e é melhor continuar com mais uns amassos.

O vaginismo só ocorre na primeira vez?
Não. Em muitos casos o vaginismo pode ocorrer devido a um trauma psicológico, como ter sido violada ou conviver com pessoas que condenam o sexo a tempo inteiro.
Em alguns casos é necessário ir a um médico para tratar o problema.

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Orgasmo Clitoriano versus Orgasmo Vaginal

Orgasmo clitoriano x orgasmo vaginal

 

I. Orgasmo feminino: um grande mistério

Nas teorias que elaborou sobre a sexualidade feminina, Freud acreditava ser o clitóris o vestígio de um pénis inferior. Na infância, seria natural o clitóris ser descoberto primeiro como órgão do prazer feminino por ser mais perceptível. Mas, no seu desenvolvimento para a vida adulta, a menina deveria transferir o seu interesse pelo clitóris para a vagina que, por ser um órgão receptor, lhe proporcionaria alcançar a sexualidade madura. Para ele, a atitude feminina normal que a mulher desenvolve para compensar a inveja do pénis é de passividade, submissão e dependência.

Karen Horney, a partir de 1924, desafiou as opiniões de Freud, admitindo a influência da cultura que obrigava as mulheres a adaptarem-se aos desejos dos homens e a encararem essa adaptação como um reflexo da sua verdadeira natureza, e recusando a aceitar a anatomia como destino. Ela considerava ser a capacidade da mulher para a maternidade uma prova da sua superioridade fisiológica – o que era invejado pelos homens – e também como evidência de que a vagina, assim como o clitóris, representa um papel na organização genital infantil das mulheres.

II. Pesquisas sobre a sexualidade chocam público americano

A partir da década de 50, o biólogo Alfred Kinsey estudou os hábitos sexuais da nossa cultura, usando métodos quantitativos, e a teoria da transferência clitoriano-vaginal de Freud começou a ser oficialmente desafiada. Kinsey reuniu sete mil de aproximadamente dezassete mil casos ou observações. Numa palestra na Academia de Medicina de Nova York, em 1955, revelou a uma grande plateia atónita de ilustres médicos a ampla variedade de comportamentos sexuais masculinos e femininos, como a masturbação, o homossexualismo, o coito anal e especialmente as relações extraconjugais, praticados em muito maior número do que a sociedade desejava admitir publicamente.

Como Freud e todos os outros grandes pioneiros, Kinsey cometeu alguns erros. Um deles, que afecta o nosso dilema actual (orgasmo clitoriano versus vaginal), nasceu do seu desejo de ser tão científico quanto possível. Numa pesquisa especial do Instituto Kinsey, tentaram determinar quais as áreas dos órgãos genitais femininos mais sensíveis ao estímulo sexual. Três ginecologistas homens e duas mulheres testaram mais de oitocentas voluntárias, tocando dezasseis pontos, inclusive o clitóris, os grandes e pequenos lábios, a mucosa vaginal e o colo do útero.

Desejando ser impessoais e científicos, os experimentadores não quiseram tocar directamente as pessoas pesquisadas. Foi usado então um dispositivo semelhante a uma ponte em Q. Os pesquisadores de Kinsey perceberam que as áreas sensíveis da vagina respondem à pressão forte, mas não ao toque suave, e assim concluíram que o clitóris é sensível e a vagina não.

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III. O acto sexual é observado em laboratório

Masters e Johnson, encorajados pelo progresso científico do trabalho de Kinsey, decidiram observar, pela primeira vez, o sexo em laboratório. Devido ao erro de Kinsey, eles admitiram que a capacidade da masturbação até atingir o orgasmo pelo estímulo do clitóris era o ponto crucial da resposta sexual feminina normal. “Agora sabemos que eles se esqueceram, ou deixaram passar, as mulheres que funcionam de modo diferente”, disseram eles. Passaram a defender, então, que todos os orgasmos femininos envolvem o clitóris e são fisiologicamente indistinguíveis. Para eles, todos os orgasmos da mulher envolvem o contacto com outras partes da abertura da vagina, provocando uma fricção entre o clitóris e o seu próprio capuz. A mesma fricção que ocorre durante a masturbação pode ocorrer durante o coito.

IV. Orgasmo clitoriano: imaturo ou o único possível?

Para Freud o orgasmo clitoriano era imaturo, para Masters e Johnson, o único orgasmo possível. Em 1977, Alice e Harold Ladas decidiram elaborar e enviar um questionário anónimo para 198 mulheres analistas bioenergéticas, com o objectivo de discutir as diferenças teóricas que envolviam a importância do clitóris. Acreditavam que assim elas estariam mais livres para responder, já que manter interesse pelo clitóris, para elas, era ser imaturo.

A grande conclusão dessa pesquisa foi desafiar a teoria freudiana da transferência clitoriano-vaginal. De acordo com o que responderam, as mulheres não prefeririam abandonar o clitóris em favor da vagina, mas, pelo contrário, adicionar a sensibilidade vaginal ao seu desfrute do estímulo clitoriano!

V. Todas as formas de orgasmo valem a pena

Em 1980, os resultados desse estudo foram apresentados por Alice Ladas no congresso nacional da Sociedade para o Estudo Científico do Sexo, onde demonstrou que os orgasmos não implicam necessariamente o clitóris e também que o orgasmo clitoriano não é imaturo. No mesmo congresso, ela tomou conhecimento pela primeira vez do trabalho de John Perry e Beverly Whipple sobre o ponto G e a ejaculação feminina.

É de admirar que 20 anos depois alguns autores ainda afirmem que todo o orgasmo feminino tem que passar pelo clitóris. Dizem que sempre que a mulher tem orgasmo durante a penetração é porque o clitóris foi estimulado de alguma forma. Mas isso não é verdade, é o tipo de afirmação que prejudica e limita o prazer das mulheres.

A mulher pode ter orgasmo sem haver penetração. Quanto a isso ninguém duvida. Geralmente é assim quando ela se masturba. No aparelho genital externo o orgasmo pode ocorrer em várias partes, principalmente no clitóris e nos pequenos lábios, que são áreas com mais terminações nervosas. Com a penetração do pénis, a mulher pode ter orgasmo de duas formas: contraindo os músculos da vagina e se o ponto G é pressionado e estimulado adequadamente. Isso não impede, entretanto, que, com o movimento do pénis dentro da vagina, o clitóris também seja estimulado. É o que se chama de orgasmo combinado.

VI. As melhores posições para o orgasmo vaginal

A posição do homem e da mulher durante o acto sexual tem relação com o estímulo do ponto G e a cooperação entre os parceiros é fundamental. Gräfenberg, o médico que descreveu esse ponto, afirma que o ângulo que o pénis forma com o corpo tem um significado importante e deve ser tido em conta.

Cada vez mais mulheres conhecem as diferentes formas de prazer sexual. Uma mulher de 25 anos contou a sua experiência: “Com meu ex-namorado acontecia uma coisa que não acontece com os outros parceiros. Quando ficávamos um de frente para o outro, o seu pénis alcançava aquele ponto dentro da minha vagina que me dava um prazer louco. Tinha muitos orgasmos seguidos e às vezes até ejaculava. Acho que era a maneira pela qual o pénis dele ficava erecto, encostado de encontro à sua barriga.”

Mas esse não é a única forma. Para alguns casais, a mulher estando por cima é a melhor posição para estimular a área do ponto G. Neste caso, um pénis de menor tamanho pode até ser mais eficiente do que um maior. Muitas mulheres consideram o orgasmo vaginal qualitativamente superior ao orgasmo clitoriano. Elas declaram que é melhor porque envolve o corpo inteiro, diferente do orgasmo clitoriano, que pode ser mais agudo, talvez mais forte, mas a sensação situa-se apenas na área genital.

Entretanto, isso não significa em absoluto que o orgasmo clitoriano não seja também delicioso. O problema é que há mulheres que se sentem diminuídas, como se fossem menos mulheres, por não conseguir orgasmos vaginais. Isso é um absurdo. Com toda a repressão da sexualidade feminina, seria estranho se o orgasmo da mulher fosse algo simples.

Nenhuma mulher é obrigada a perseguir o orgasmo vaginal, transformando a sua vida sexual numa fonte de ansiedade e sofrimento. Contudo, o sexo é uma aprendizagem. É instintivo e natural apenas para a procriação, mas para o prazer todos temos muito que aprender. Usufruindo, na troca com o outro, do máximo que o sexo nos pode proporcionar, vamo-nos transformando e a vida vai-se tornando cada vez mais apetecível.

Livro consultado: A cama na varanda, Regina Navarro Lins, Editora Rocco, 1997.

A arte da penetração

aartedaDepois dos preliminares e de muita brincadeira chega a hora mais conhecida como “a hora H”, ou os “finalmentes” e se você pensa que é só entrar e depois ficar ali a ir e a voltar aqui está o “algo mais” que todos devem saber:

 – Aposte nos preliminares pois ajudam bastante na lubrificação.

A vagina ou o ânus devem estar lubrificados. No caso da vagina, pode bastar a lubrificação natural que é estimulada durante os preliminares do sexo. Mas pode ser que vocês precisem de um lubrificante extra.

 

– Use lubrificantes à base de água.

Porque além de outras coisas, não há risco de reagir com o preservativo. No caso do sexo anal a lubrificação é lei porque o ânus é uma zona sensível e tende a lesar-se mais facilmente na penetração.

 

– O ideal é fazer uma penetração firme e suave ao mesmo tempo.

Tente orientar as coisas de forma a começar apenas com a cabeça do pénis. Vá fazendo pequenas penetrações. A penetração deve ser feita a pouco e pouco para que ambos se vão acostumando.

 

– Para que tenha bastante precisão nos movimentos e bastante carga erótica, é fundamental que tenha um bom movimento de pélvis.

Fique atento à sua vontade de ter orgasmo. Controle isso. Você pode desenvolver esta sensibilidade. Só deve ir mais fundo na penetração se sentir que não vai chegar lá. Se o seu sensor diz que está para vir, então pare com os movimentos, ou pare com a penetração nesse momento. Volte para as preliminares, baixando um pouco a carga erótica (tesão). Com um pouco menos de tesão, você pode começar novamente a empreitada.

 

– Respire.

A respiração mais controlada vai dar-lhe a calma necessária para não ser precoce e aproveitar ao máximo.

 

– Esteja atento(a) às reacções da(o) sua (seu) parceira(o).

Saiba como ela (e) o está a sentir. Imagine como é bom estar lá dentro, com o seu pénis bem tratado, agasalhado, deslizando num vai e vem delicioso. E vá sem culpa de ser feliz!

 

– Penetre mais o seu pénis, pouco a pouco.

 Assim ela vai-se habituando a ele e você vai se familiarizando com ela.

 

– Depois de uma entrada mais profunda, faça alguns movimentos com a sua pélvis, para a frente e para trás, preenchendo-a.

Volte agora para o raso, sentindo-se novamente “na portinha”. Movimentos de penetrações rasas. E vá fundo novamente, intercalando penetrações rasas e profundas. Assim você vai tocando com arte toda a extensão da vagina, inclusive os locais mais sensíveis.

 

– E quando você estiver com todo o seu pénis dentro dela, deixe que o seu osso púbico pressione o dela.

A mulher pode nesse momento usar as suas mãos para acariciar os seus testículos.

 

Divirta-se!! 😉

Ejaculação Feminina – Sabia?

Ejaculação feminina

I. O que é a ejaculação feminina


A descoberta da ejaculação feminina é ainda mais revolucionária do que a do ponto G. Essa ejaculação ocorre com mais frequência quando o ponto G é estimulado provocando orgasmos consecutivos na mulher. O líquido que esguicha da uretra é produzido nas glândulas de Skene e a sua quantidade pode variar de 15 a 200 ml. A sensação para o homem é “de uma calda de chocolate quente escorrendo em cima dos seus órgãos genitais”, afirma a sexóloga Marilene Vargas. E, dependendo da quantidade expelida, pode molhar bastante o lençol.


Já em 1926, o médico Theodore H. Van de Velde publicou um manual sobre o casamento, onde mencionava que algumas mulheres expelem um líquido durante o orgasmo. Antropólogos relataram rituais de puberdade na tribo batoro de Uganda, África, onde a ejaculação feminina tem um papel importante num costume chamado kachapati, que significa “aspergir a parede”. Nele, a jovem batoro é preparada para o casamento pelas mulheres mais velhas da aldeia, que lhe ensinam como ejacular.

Em 1950, Gräfenberg descreveu detalhadamente a ejaculação da mulher em relação ao prazer: “Esta expulsão convulsiva de fluidos ocorre sempre no apogeu do orgasmo e simultaneamente com ele. Se se tem a oportunidade de observar o orgasmo dessas mulheres, pode-se ver que grandes quantidades de um líquido límpido e transparente são expelidas em esguichos, não da vulva, mas pela uretra (…). As profusas secreções que saem com o orgasmo não têm um objectivo lubrificador, pois nesse caso seriam produzidas no início do coito e não no auge do orgasmo.”

II. Ejaculação feminina e urina não são a mesma coisa

A partir de 1980, vários pesquisadores, inclusive o próprio Gräfenberg, dedicaram-se a examinar os fluidos expelidos pela mulher durante o orgasmo. A análise química estabeleceu a diferença entre os fluidos ejaculados e a urina.
Embora os primeiros resultados já tenham sido publicados no Journal of Sex Research em fevereiro de 1981, o desconhecimento da ejaculação feminina como consequência de um grande prazer sexual continua a causar vítimas.

Tatiana, uma estudante universitária de 22 anos, vive uma situação difícil desde que terminou com o namorado -o único homem com quem teve relações sexuais. Embora saia com outros rapazes, não admite qualquer possibilidade de contacto sexual.
“— Acho que nunca mais vou fazer sexo. Algum tempo depois de começar a transar com meu ex-namorado, descobri que tenho um problema sério. Na hora do orgasmo, urinei na cama e molhei tudo. Não sei como aconteceu. Fiquei super constrangida. Ele ficou desconcertado também, mas passou. Quando aconteceu novamente, eu não sabia o que dizer. Preferi terminar tudo. Não quero mais passar por isso de jeito nenhum.”

Há muito tempo mulheres são encaminhadas para operação por serem consideradas portadoras de incontinência urinária de stress. Mas desde 1958 que o urologista Bernard Hymel, nos Estados Unidos, se recusa a operá-las por ter conhecimento do ponto G e da ejaculação feminina. Tentou várias vezes expôr aos seus colegas o equívoco das suas avaliações diagnósticas, mas a maioria considerou-o maluco, isolando-o.

III. Comentários de algumas mulheres

A americana Alice Ladas relata o comentário de algumas mulheres que entrevistou para a sua pesquisa sobre ejaculação feminina:

  • Mulher de 21 anos informou que o seu marido se convenceu de que ela urinava de propósito sobre ele todas as vezes que tinham relações sexuais, o que o deixava tão zangado que, finalmente, um dia, “ele premeditadamente mijou em cima de mim, deixou-me e entrou com uma acção de divórcio”.
  • Várias mulheres procuraram auxílio de médicos, tentando encontrar uma explicação, mas na maioria dos casos foi inútil: “Acontece que eu sou uma dessas mulheres que há anos vêm pedindo aos médicos, e até às médicas, uma explicação sobre o que está a acontecer comigo. Alguns disseram-me que se tratava de uma bexiga atónica. Outros, simplesmente, que certas mulheres têm mais lubrificação do que outras.”
  • “Depois de passar vinte anos a consultar uma quantidade de médicos e gastar muitas centenas de dólares – dez médicos disseram-me que eu precisava de me submeter a uma operação para resolver este problema -, agora finalmente sei qual é o meu caso e não vou ficar maluca.”

E a pesquisadora descreve um caso curioso: Uma mulher profundamente incomodada e por discordar do seu médico, cujo diagnóstico era de incontinência urinária, resolveu tomar um medicamento que deixava a urina azul. Ao ter o orgasmo ejaculatório, pôde constatar que o líquido não era azul, e em seguida urinou intencionalmente em cima do lençol e para sua alegria viu o líquido jorrado totalmente azul escuro.

IV. Em busca de um prazer maior

Algumas mulheres descobrem por acaso a ejaculação feminina, e agora que se fala mais sobre o prazer intenso que provoca a ejaculação, várias esforçam-se para viver essa experiência.

A sensação de alívio e descarga que a mulher sente na ejaculação é diferente da que sente no orgasmo. A ejaculação ocorre através da estimulação das partes sexuais que circundam a uretra, como o ponto G e o ponto U. Quando a mulher atinge o orgasmo, a ejaculação sai da uretra empurrada pelos músculos vaginais.

A mulher pode ter vários orgasmos e depois ejacular ou ejacular e ter um orgasmo ao mesmo tempo. Marcia e Lisa Douglas descrevem o vídeo How to Female Ejaculate, onde quatro mulheres se masturbam até ejacular e chegar ao orgasmo. Uma delas explica que ela própria se ensinou a si mesma a ejacular, enquanto as outras viveram essa experiência pela primeira vez inadvertidamente através da estimulação do ponto G.

Todas as mulheres podem ejacular. A questão é que a grande maioria nem sabe que isso é possível, portanto, somente quando a cultura sexual reconhecer a ejaculação feminina, um número maior de mulheres desenvolverá essa capacidade. O mesmo aconteceu com o orgasmo. Enquanto se acreditou que o prazer sexual era restrito aos homens, pouquíssimas mulheres sabiam o que era orgasmo, e pior, nem tentavam descobrir.

A repressão do prazer sexual é tão grande na nossa cultura que somos obrigados a concordar com Reich quando fala na “miséria sexual das pessoas”.

V. Facilitando a estimulação do ponto G

A mulher deve deitar-se de bruços sobre a cama com os quadris apoiados em um ou dois travesseiros. O parceiro, então, penetra-a com um dedo e inicia a estimulação da parede anterior da vagina. Movendo a pélvis para frente e para trás, a mulher não só ajuda na descoberta do ponto G, mas também descobre o tipo de estimulação que lhe dá mais prazer.

É importante frisar que as sensações iniciais são muito semelhantes, porém não têm nada a ver com urinar. Com o tempo ficará claro que essa é apenas uma etapa do processo do orgasmo vaginal.

Provavelmente as posições mais fáceis de se atingir o ponto G são as que envolvem penetração vaginal por trás e aquelas em que a mulher fica por cima.

 

Orgasmo – Verdadeiro ou fingido?

Orgasmo fingido

 

I.  Orgasmo verdadeiro ou falso?

Por ser muito grande o número de mulheres que apresenta dificuldade em ter orgasmo, os homens estão sempre a desconfiar da autenticidade do prazer das suas parceiras. Para se livrar da dúvida, alguns tentam especializar-se em misteriosa investigação e até procuram ler no olhar da parceira a certeza de que conseguiram proporcionar-lhe prazer. Há quem acredite que a prova do orgasmo feminino está nos olhos da mulher: “se ela revirá-los, mostrando o branco ou se ficar com olhos de carpa ou de pescada frita”, afirmam eles. Mas conheci um rapaz que garantia não se confundir de jeito nenhum: “nessa hora as mulheres ficam com os lábios muito gelados”. Será?

É claro que ocorrem mudanças corporais durante o orgasmo. Há aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, os músculos contraem-se e aparece maior rubor na face, mas tudo isso pode não ser tão perceptível, principalmente se o homem estiver ansioso com o próprio desempenho. Contudo, a grande preocupação dos homens em saber se o prazer da mulher é verdadeiro ou falso leva-nos a outra questão: porque é que tantas mulheres fingem o orgasmo?

II. Por que é que as mulheres fingem?

É muito raro encontrar alguma mulher que nunca tenha fingido um orgasmo. Cerca de 35% delas fingem sistematicamente. As razões são distintas. Há casos em que, temendo ser considerada fria ou decepcionar o parceiro, ela não encontra outra saída.

Durante milénios a mulher aprendeu a ser submissa ao homem e a esforçar-se para corresponder às expectativas dele. A falta de desejo sexual era um aspecto importante da feminilidade e condição para que ela fosse aceite e admirada. Entretanto, após a pílula anticoncepcional, a nossa história começou a mudar e passámos, nas últimas décadas, por uma transformação radical no que diz respeito à sexualidade feminina. Quando o sexo foi dissociado da procriação, pôde ligar-se exclusivamente ao prazer e a mulher, então, reivindicou e ganhou o direito a esse prazer. O seu orgasmo aprimorou-se: do único e simples, num primeiro momento, ela descobriu o múltiplo e, a partir daí, também o Ponto G e a ejaculação feminina.

O homem, por sua vez, confuso com mudanças tão repentinas, encontrou no orgasmo da parceira um alento para o medo que o atormentava: o de não satisfazer a mulher e por isso ser trocado por outro. Situação que, sem dúvida, afectaria a sua certeza de ser macho. Agora, ao contrário de outras épocas, o orgasmo feminino passou a ser importante para o seu equilíbrio emocional. Muitas mulheres percebendo isso, e exactamente da mesma forma que as suas mães e avós fizeram, submetem-se ao homem. Embora se sintam cada vez mais livres no sexo e na vida, elas fingem o orgasmo porque ainda não se desligaram totalmente da ideia de que, para manter um homem ao seu lado, devem agradar-lhe em tudo e nunca o frustrar.

Entretanto, esse não é o único motivo para a mulher fingir o orgasmo. Existem também mulheres que fingem o orgasmo porque não sentem tesão pelo marido e como não conseguem separar-se deles por causa da forte dependência financeira ou emocional, evitam o sexo, alegando as mais variadas razões: dor de cabeça, cansaço, preocupação, sono. Quando sentem que não dá mais para fugir, têm sexo por obrigação, sem vontade nenhuma, e então fingem o orgasmo para que o acto sexual seja o mais curto possível. E ao vê-las gozar, o marido vê-se liberto para procurar logo o seu prazer e acaba, deixando-as em paz.

III. Alguns casos de orgasmo fingido

1. Priscila é uma advogada de 25 anos. Há três meses conheceu o seu namorado, homem bonito e desejado pelas mulheres, que se orgulha de ter conquistado. Apesar de nunca ter tido orgasmo com ele, jamais pensou em fingir, mas sentiu-se pressionada pela ansiedade do parceiro. Cada vez que tinham relações sexuais, ele, aflito, perguntava logo: “Gozou? Gozou?” Com medo de perdê-lo, um dia respondeu: “Gozei”. Pronto, ele ficou satisfeito, mas o orgasmo fingido passou a fazer parte da relação dos dois.

2. Mary tem 24 anos e está casada há dois. Sente-se decepcionada com a vida sexual no casamento, mas não sabe o que fazer. Para o marido, segundo afirma, o sexo é muito rápido; não lhe faz carícias preliminares, sendo que no máximo acaricia o seu clitóris com uma certa força o que, além de não a excitar, causa desconforto e às vezes até dor antes da penetração. Já tentou conversar e pedir-lhe que faça diferente, mas ele zangou-se alegando que é o homem da relação e portanto detesta ser conduzido. No início Mary não fingia ter orgasmo. Isso irritava o marido que, sentindo-se ultrajado na sua virilidade, contava-lhe sobre outras mulheres que teve e que se sentiam plenamente satisfeitas. “Acabei por me convencer de que o problema é meu. Fiquei com medo que ele se desinteressasse de fazer sexo comigo e procurar as antigas namoradas que tinham orgasmos. Comecei a fingir. Ele não percebe e eu já me conformei com isso.”

3. Sara casou-se com Miguel quando os dois tinham 20 anos e eram bastante inexperientes. Estão juntos há sete anos e durante esse tempo ela nunca teve orgasmo com ele. Entretanto, desde as primeiras vezes, fingiu orgasmos múltiplos, levando-o a acreditar tratar-se de uma mulher extremamente ardente, necessitando mais de sexo do que a maioria. A partir daí, não passou um dia em que Miguel não a procurasse sexualmente. Podia estar cansado, engripado ou mesmo com febre, não admitia deixá-la insatisfeita.

Por outro lado, não tendo desejo algum pelo marido, Sara com frequência fingia estar a dormir ou com uma forte dor de cabeça. Mas não adiantava recusar, Miguel insistia em cumprir o seu papel. Não tendo mais como reverter esse quadro que já se tornara crónico, – a não ser que contasse toda a verdade – Sara passou a fingir cada vez mais rápido. “São sete anos de uma farsa tragicómica. Já fiz até as contas. Devo ter fingido aproximadamente 2.600 orgasmos. A coisa está num nível que, para acabar logo, mal ele encosta o pénis na minha vagina, começo a gozar. Mas agora não dá mais. Vou ter que fazer alguma coisa. Há três semanas relacionei-me com outro homem pela primeira vez desde que casei. Você acredita que no primeiro encontro gozei de verdade, e muito?”

IV. Algumas pessoas dizem por que razão a mulher finge

Elisa Lucinda – poeta e actriz
Acho que não é para enganar o homem que elas fingem o orgasmo, mas para acabar logo com aquele negócio que não está bom.

Márcia Peltier – jornalista e apresentadora de TV
Muitas mulheres têm medo de mostrar que aquela relação não está a satisfazer, e assim perder o parceiro. Elas acham que ele não vai entender e acabam por fingir o orgasmo para satisfazer o homem, e frustrando-se. Isso só piora a relação, a mulher deveria dizer como é melhor para ela. Mas é muito delicado, porque há homens que não aceitam que a mulher lhes diga isso. É complicado falar de sexo com o parceiro que não te está a satisfazer.

Léo Jaime – cantor e compositor
A mulher pode fingir o gozo por curtição, mas em geral isso acontece com quem transa com quem não quer, do jeito que não quer e na hora em que não quer. Se você não consultar os sentimentos, não saberá das sensações. Como dizia Nelson Rodrigues: “É preciso alma até para se chupar um chicabon”.

Bianca Ramoneda – escritora e actriz
Muitas mulheres não têm orgasmo porque a mulher sempre ouviu um ‘não’ para o sexo. Mas não é só uma decisão interna da mulher. Deve ter muito homem que não sabe fazer a sua parte.

Paulo Müller – cirurgião plástico
A mulher finge porque é fácil e para agradar o homem. Elas querem dizer para o homem que o desempenho dele foi óptimo.

Lucélia Santos – actriz
Muitas mulheres fingem orgasmo para não magoar o parceiro ou até mesmo para se preservarem de ter que enfrentar esta situação, que é delicada.

Cláudia Alencar – actriz
A mulher finge para agradar, para manter o parceiro. Mas acho que elas mantêm o parceiro se disserem que não gozaram. Quando a mulher é sincera e verdadeira, o homem adora. Os dois juntos vão tentar que ela tenha orgasmo, seja clitoriano ou no ponto G.

Tônia Carrero – actriz
A mulher finge para satisfazer a vaidade masculina…Normal, né?

Manual do Clitóris – Use-o bem!

Manual sobre o clitóris para ele ler e aprender a fazer sexo oral de primeira!

Se o seu amado anda com dificuldades em levá-la às nuvens, os seus problemas acabaram. O mestre em sexo oral Ian Kerner (famoso expert americano) vai resolver as maiores dúvidas masculinas sobre o nosso principal centro de prazer: o clitóris. Depois do seu homem ler esta reportagem, você vai ouvir os sinos tocar! Hoje, amanhã e sempre!

Caro amigo, se você é daqueles que sabe mais sobre o que há sob o capot de um carro do que dentro das cuequinhas da sua mulher, é melhor ler as linhas abaixo o quanto antes.

Ainda mais se, como Carlos, de 27 anos, acredita que não há diferença entre o clitóris e a vagina. O delicado e poderoso ponto C ainda não caiu na boca do povo masculino – mas devia! Há muito mais gemidos e arrepios de tesão nesse pequeno órgão do que você imagina. Como sabemos que os homens têm milhares de perguntas a esse respeito, pedimos a 3 200 leitores da VIP, Men’s Health e Playboy que enviassem as mais urgentes. E quem vai respondê-las é o americano Ian Kerner, Ph.D. em sexologia. Uma coisa podemos garantir: colocar todos esses novos conhecimentos em prática vai ser um enooorme prazer.

Qual é o momento certo para tocar o clitóris?

Nunca, (mas nunca mesmo!) é pondo a sua mão cheia de dedos nele logo de caras.

 Esse órgão supersensível possui uma complexa rede de terminações nervosas. “Por isso, se tocado da forma ou na hora erradas, provoca um desconforto capaz de esfriar qualquer clima”, avisa o sexólogo Ian Kerner. Não é à toa que esse gerador de prazer feminino vem protegido pela glande, uma espécie de capa que abriga a pequena saliência acima da vulva dos toques mais afoitos. É melhor reservar os carinhos fortes para quando a mulher estiver bem excitada. “A região vai ficando mais resistente à pressão e à fricção à medida que é estimulada.”

Saiba que o clitóris, assim como o pénis, endurece com os preliminares: beijos ardentes, carinho nos seios (mesmo por cima da roupa), faz com que vá ficando quente. E é nesse momento que ele fica louquinho por contacto. Apesar de grande parte da erecção ser interna, é possível perceber algumas mudanças no exterior. “A cabeça incha, parecendo uma ervilha ou um micropénis”, diz o especialista. Dá inclusivamente para usar o botão mágico como um termómetro da satisfação: quando a mulher está com tesão, ele enche-se de sangue. Portanto, se estiver intumescido e avermelhado, é sinal de que as suas carícias estão a agradar. Trata-se de um indicador mais confiável do que a lubrificação feminina – porque esta pode ocorrer sem haver estímulo sexual. “As secreções são uma maneira de manter a vagina livre de bactérias. Elas não significam necessariamente que a mulher está louca para ter sexo”, alerta Ian.

Ele garante o orgasmo mais poderoso?

Sim. O clitóris contém cerca de 8 mil terminações nervosas, mais estruturas fibrosas do que qualquer parte do corpo humano (feminino ou masculino) e interage com outros 15 mil nervos que irrigam a pélvis.

É preciso dizer mais? “Os preliminares são o início do incêndio. No entanto, é no clitóris que o fogo levanta labaredas, acredite.” O sexólogo Ian Kerner conta que, activado, o órgão envia ao cérebro uma mensagem para irrigar a região. “Quando estimulado ao limite, faz com que as paredes vaginais se contraiam para expulsar uma parte do sangue. É nessa altura que acontece o orgasmo.”

Ponto G e Ponto C são a mesma coisa? Aliás, o que é o Ponto C?

Calma, eles são os mesmos. O ponto G, a raiz do clitóris, integra a mesma rede de prazer, só que se localiza internamente. A boa notícia é que ele pode fazer muuuito por si. A sua namorada ficará tão extasiada e agradecida se o estimular, que não medirá esforços para retribuir o prazer!

Como alcançá-lo? A melhor posição é a canzana/cachorrinho. “Assim, o pénis atinge o ponto G, que fica na parede superior da vagina, a mais ou menos 4 centímetros da entrada”, indica o sexólogo Ian Kerner. Também dá para tocá-lo com a masturbação, penetrando-a com os dedos indicador e médio curvados para cima, como se estivesse chamando alguém, ao mesmo tempo que acaricia o clitóris com a língua. Acredite: ela vai uivar de desejo.

A minha namorada só chega ao orgasmo com a penetração se estimulo o botão do amor ao mesmo tempo. É normal?

Sim. “Eu também acreditava que a ‘maneira certa’ de um casal chegar ao orgasmo era com a penetração. Mas descobri que essa prática não era inferior. Aliás, em muitos casos era superior, porque várias mulheres só chegam lá recebendo estimulação clitoriana persistente e rítmica”, diz o expert em sexo oral Ian Kerner.

O clitóris é tão sensível como os testículos?

“O grau de sensibilidade não chega a ser igual ao dos testículos, mas é parecido com o do pénis”, esclarece o especialista em sexo oral Ian Kerner. O órgão feminino é similar, biologicamente falando, ao membro sexual masculino.

“Os dois são feitos do mesmo tecido eréctil”, explica Ian Kerner. E as semelhanças não acabam aí. A mulher também tem glande, que protege a parte externa do clitóris. E, embora seja bem menor que a sua, possui o quádruplo de nervos – ou seja, origina sensações quatro vezes mais intensas!

Como estimular o botão do prazer para levar a minha namorada às nuvens?

Usando o ouvido. É isso mesmo. “A regra de ouro para satisfazer uma mulher é ouvi-la”, garante o sexólogo. “Encare as preliminares como uma dança em que ela conduz os movimentos.” Como? Deixando a sua menina à vontade, principalmente se ela for tímida. Vale criar um clima à meia-luz, fazer perguntas entre sussurros e até sugerir que ela seja a professora e guie a sua mão lá em baixo. De qualquer forma, ser delicado nunca é demais. “Não precisa ter medo de se encostar ao clitóris, mas seja gentil. Quando perceber que a sua mulher está bem excitada, os beijos mais fortes serão permitidos”, ensina Ian.

Aqui vai um mini guia para garantir a excitação máxima:

Primeiro, use três dedos (o indicador, médio e anelar) para pressionar a superfície do botão mágico e acariciá-lo em círculos. Na hora de começar a exploração, eleja o indicador ou o médio para tocar os grandes e os pequenos lábios. Acaricie a parte interna das coxas, percorra a entrada da vagina – sem entrar. Então, de novo, estimule o ponto C com movimentos circulares. Desça o dedo para a entrada da vagina e movimente-o como se estivesse a fazendo festinhas entre os olhos de um gato. O sexo oral também vai fazê-la ouvir os sinos. O ideal é que ela esteja deitada de costas, com as pernas separadas. Corra os dedos pela púbis, chupe os lábios vaginais sem usar a língua. Depois do toque inicial, dê as primeiras lambidelas no clitóris, longas e duradouras, como se ele fosse um gelado. Sinta a sua língua percorrendo a vulva e… interrompa os movimentos. É o jogo do provoca-e-pára. Cada ciclo de estímulos deve durar aproximadamente dez segundos, repetidos durante três minutos.

Só então lhe dê o que ela pede: pressione levemente a ponta da língua sobre a cabeça do clitóris, como se fosse uma onda banhando-a. Continue por cinco segundos. Falando agora na “zona sul”, carícias no períneo, espaço situado entre o final da vagina e o ânus, e nos pequenos lábios também são óptimos meios de deixar a namorada a querer mais – e você feliz da vida. “A área enche-se de sangue quando é estimulada, o que aumenta o contacto contra o pénis no momento da penetração. A consequência disso é que a abertura vaginal fica mais estreita, potencializando a excitação masculina.”

Qual a melhor posição para intensificar o orgasmo com a ajuda do ponto C?

Duas posições atingem esse objectivo: mulher por cima e missionário. “Quando a menina estiver no controle, mova os quadris para cima, pressionando o seu osso púbico, bem na base do pénis, contra o clitóris. Então, o movimento dela naturalmente estimulará o órgão, sem que você tenha trabalho algum”, instrui o sexólogo Ian Kerner.

Se a opção for deixar a moça por baixo, tente penetrá-la de um ângulo mais alto, subindo o corpo para que a base do membro, novamente, toque a pérola mágica. “Essa variação permite a penetração profunda. É importante focar-se na pressão, e não na velocidade do vaivém.”

Também vale estimular o ponto C com a mão enquanto a penetra na posição canzana ou até na de colherzinha. Em tempo: se estiver cheio de amor para dar e quiser partir para um segundo round, é melhor esperar uns cinco ou dez minutos. “As mulheres precisam de mais tempo para que a zona genital volte ao normal. Nesse meio-tempo, retome outros carinhos, como beijos e abraços. Só não toque no clitóris, que estará muito sensível.”

Muitas mulheres curtem vibradores. Quanto maiores, mais excitam?

Os vibradores proporcionam prazer por trepidarem de forma rítmica e constante – e não por causa do tamanho, como você poderia imaginar. “É a vibração que estimula as terminações nervosas”, garante o sexólogo. No entanto, vale o mesmo conselho da carícia manual: tire partido desse brinquedo erótico nos preliminares, mas comece aos poucos, com intensidade leve, e só vá aumentando à medida que o ponto C esteja preparado. Caso contrário, o prazer tornar-se-á irritação.

Na altura de escolher o modelo, procure o que reúnea mais benefícios. “Os melhores são os multifuncionais, como o Rabbit, um dos mais populares nos Estados Unidos. Ele tem uma pequena curva para cima que atinge o ponto G e um segundo eixo com um pequeno coelho, que estimula o clitóris”.

Por fim:

3 factos sobre o clitóris que cem por cento dos homens precisam de saber

1. Todo o clímax começa no clítoris – Este órgão é o epicentro da diversão feminina, uma poderosa bomba atómica de prazer na qual nenhuma sensação passa despercebida.

2. Tamanho não é documento – O clitóris mede até 9 centímetros. “Porém, como um iceberg, uma boa parte não pode ser vista, pois está dentro do corpo”, explica o sexólogo Ian Kerner. A parte exposta varia de meio a 5 centímetros. Grande ou pequeno, proporciona a mesma satisfação. Isto porque o número de terminações nervosas se mantém – cerca de 8 mil!

3. O seu orgasmo também depende dele – Quando intumescido, o clitóris ajuda a formar um arco na entrada da vagina, que aumenta a pressão contra o pénis. Ouviu? Estimulá-lo é bom para si também!

Sexo em Locais Públicos

Ter relações em lugares diferentes faz parte do imaginário de muita gente. Mas traz alguns riscos, claro, que as pessoas acham que, quase sempre, valem à pena.
Confira algumas dicas para aproveitar melhor cada lugar.

  Elevador: É estimulante, mas você tem que ficar atenta. O melhor é parar o elevador entre dois andares para não ser surpreendida por vizinhos. E não se esqueça que, hoje em dia, muitos elevadores possuem câmara de vigilância. Imagine a cara do porteiro no dia seguinte!

  Escada de serviço: Prefira horários em que o prédio esteja com menos gente ou vazio.

  Praia: Se puder, leve uma esteira ou toalha para a areia não incomodar. Deste modo, você também não se magoa. A praia é realmente um lugar muito romântico, sobretudo à noite, já que diminuem as probabilidades de serem vistos por um estranho. Se arriscar a fazer amor na praia durante o dia, escolha uma que seja pouco frequentada.

  Ambiente de trabalho: Cuidado com as câmaras e com algum colega que possa chegar de repente. Feche sempre a porta com chave e desligue o viva-voz.

  Dentro do carro: Prefira carros confortáveis que tenham bancos reclináveis ou vá para o banco de trás. Feche todas as portas e escolha um lugar seguro. Nesta época de assaltos relâmpagos, todo o cuidado é pouco.

  Provador de roupa: Enquanto prova aquela blusinha, chame o seu namorado para ele dar uma opinião. Não façam barulho. Já imaginou ser apanhada “com a boca na botija” numa loja cheia de clientes?

  No táxi: Se você estiver num país onde o compartimento dos passageiros fica separado do motorista, é menos perigoso, pois há mais privacidade. Mas cuidado com o espelho retrovisor. Dependendo do ângulo, o motorista poderá participar da sua festa sem ser convidado.

  Parques: tome cuidado com bichos e plantas cheias de espinhos. Fique atenta para não serem descobertos.

  Numa festa: Procure um lugar discreto, como o quarto de empregada ou a despensa. E não se esqueça de trancar a porta.

  Casa-de-banho pública: Local ideal para uma “rapidinha”. Pode ser no restaurante, no avião ou no bar. Lembre-se que podem estar pessoas à espera, por isso seja breve e evite sons suspeitos. Copular em wcs públicos tem outro inconveniente: um funcionário do local pode apanhá-los em flagrante, por isso, sejam discretos ao entrarem e saírem.