Orgasmo Clitoriano versus Orgasmo Vaginal

Orgasmo clitoriano x orgasmo vaginal

 

I. Orgasmo feminino: um grande mistério

Nas teorias que elaborou sobre a sexualidade feminina, Freud acreditava ser o clitóris o vestígio de um pénis inferior. Na infância, seria natural o clitóris ser descoberto primeiro como órgão do prazer feminino por ser mais perceptível. Mas, no seu desenvolvimento para a vida adulta, a menina deveria transferir o seu interesse pelo clitóris para a vagina que, por ser um órgão receptor, lhe proporcionaria alcançar a sexualidade madura. Para ele, a atitude feminina normal que a mulher desenvolve para compensar a inveja do pénis é de passividade, submissão e dependência.

Karen Horney, a partir de 1924, desafiou as opiniões de Freud, admitindo a influência da cultura que obrigava as mulheres a adaptarem-se aos desejos dos homens e a encararem essa adaptação como um reflexo da sua verdadeira natureza, e recusando a aceitar a anatomia como destino. Ela considerava ser a capacidade da mulher para a maternidade uma prova da sua superioridade fisiológica – o que era invejado pelos homens – e também como evidência de que a vagina, assim como o clitóris, representa um papel na organização genital infantil das mulheres.

II. Pesquisas sobre a sexualidade chocam público americano

A partir da década de 50, o biólogo Alfred Kinsey estudou os hábitos sexuais da nossa cultura, usando métodos quantitativos, e a teoria da transferência clitoriano-vaginal de Freud começou a ser oficialmente desafiada. Kinsey reuniu sete mil de aproximadamente dezassete mil casos ou observações. Numa palestra na Academia de Medicina de Nova York, em 1955, revelou a uma grande plateia atónita de ilustres médicos a ampla variedade de comportamentos sexuais masculinos e femininos, como a masturbação, o homossexualismo, o coito anal e especialmente as relações extraconjugais, praticados em muito maior número do que a sociedade desejava admitir publicamente.

Como Freud e todos os outros grandes pioneiros, Kinsey cometeu alguns erros. Um deles, que afecta o nosso dilema actual (orgasmo clitoriano versus vaginal), nasceu do seu desejo de ser tão científico quanto possível. Numa pesquisa especial do Instituto Kinsey, tentaram determinar quais as áreas dos órgãos genitais femininos mais sensíveis ao estímulo sexual. Três ginecologistas homens e duas mulheres testaram mais de oitocentas voluntárias, tocando dezasseis pontos, inclusive o clitóris, os grandes e pequenos lábios, a mucosa vaginal e o colo do útero.

Desejando ser impessoais e científicos, os experimentadores não quiseram tocar directamente as pessoas pesquisadas. Foi usado então um dispositivo semelhante a uma ponte em Q. Os pesquisadores de Kinsey perceberam que as áreas sensíveis da vagina respondem à pressão forte, mas não ao toque suave, e assim concluíram que o clitóris é sensível e a vagina não.

org
III. O acto sexual é observado em laboratório

Masters e Johnson, encorajados pelo progresso científico do trabalho de Kinsey, decidiram observar, pela primeira vez, o sexo em laboratório. Devido ao erro de Kinsey, eles admitiram que a capacidade da masturbação até atingir o orgasmo pelo estímulo do clitóris era o ponto crucial da resposta sexual feminina normal. “Agora sabemos que eles se esqueceram, ou deixaram passar, as mulheres que funcionam de modo diferente”, disseram eles. Passaram a defender, então, que todos os orgasmos femininos envolvem o clitóris e são fisiologicamente indistinguíveis. Para eles, todos os orgasmos da mulher envolvem o contacto com outras partes da abertura da vagina, provocando uma fricção entre o clitóris e o seu próprio capuz. A mesma fricção que ocorre durante a masturbação pode ocorrer durante o coito.

IV. Orgasmo clitoriano: imaturo ou o único possível?

Para Freud o orgasmo clitoriano era imaturo, para Masters e Johnson, o único orgasmo possível. Em 1977, Alice e Harold Ladas decidiram elaborar e enviar um questionário anónimo para 198 mulheres analistas bioenergéticas, com o objectivo de discutir as diferenças teóricas que envolviam a importância do clitóris. Acreditavam que assim elas estariam mais livres para responder, já que manter interesse pelo clitóris, para elas, era ser imaturo.

A grande conclusão dessa pesquisa foi desafiar a teoria freudiana da transferência clitoriano-vaginal. De acordo com o que responderam, as mulheres não prefeririam abandonar o clitóris em favor da vagina, mas, pelo contrário, adicionar a sensibilidade vaginal ao seu desfrute do estímulo clitoriano!

V. Todas as formas de orgasmo valem a pena

Em 1980, os resultados desse estudo foram apresentados por Alice Ladas no congresso nacional da Sociedade para o Estudo Científico do Sexo, onde demonstrou que os orgasmos não implicam necessariamente o clitóris e também que o orgasmo clitoriano não é imaturo. No mesmo congresso, ela tomou conhecimento pela primeira vez do trabalho de John Perry e Beverly Whipple sobre o ponto G e a ejaculação feminina.

É de admirar que 20 anos depois alguns autores ainda afirmem que todo o orgasmo feminino tem que passar pelo clitóris. Dizem que sempre que a mulher tem orgasmo durante a penetração é porque o clitóris foi estimulado de alguma forma. Mas isso não é verdade, é o tipo de afirmação que prejudica e limita o prazer das mulheres.

A mulher pode ter orgasmo sem haver penetração. Quanto a isso ninguém duvida. Geralmente é assim quando ela se masturba. No aparelho genital externo o orgasmo pode ocorrer em várias partes, principalmente no clitóris e nos pequenos lábios, que são áreas com mais terminações nervosas. Com a penetração do pénis, a mulher pode ter orgasmo de duas formas: contraindo os músculos da vagina e se o ponto G é pressionado e estimulado adequadamente. Isso não impede, entretanto, que, com o movimento do pénis dentro da vagina, o clitóris também seja estimulado. É o que se chama de orgasmo combinado.

VI. As melhores posições para o orgasmo vaginal

A posição do homem e da mulher durante o acto sexual tem relação com o estímulo do ponto G e a cooperação entre os parceiros é fundamental. Gräfenberg, o médico que descreveu esse ponto, afirma que o ângulo que o pénis forma com o corpo tem um significado importante e deve ser tido em conta.

Cada vez mais mulheres conhecem as diferentes formas de prazer sexual. Uma mulher de 25 anos contou a sua experiência: “Com meu ex-namorado acontecia uma coisa que não acontece com os outros parceiros. Quando ficávamos um de frente para o outro, o seu pénis alcançava aquele ponto dentro da minha vagina que me dava um prazer louco. Tinha muitos orgasmos seguidos e às vezes até ejaculava. Acho que era a maneira pela qual o pénis dele ficava erecto, encostado de encontro à sua barriga.”

Mas esse não é a única forma. Para alguns casais, a mulher estando por cima é a melhor posição para estimular a área do ponto G. Neste caso, um pénis de menor tamanho pode até ser mais eficiente do que um maior. Muitas mulheres consideram o orgasmo vaginal qualitativamente superior ao orgasmo clitoriano. Elas declaram que é melhor porque envolve o corpo inteiro, diferente do orgasmo clitoriano, que pode ser mais agudo, talvez mais forte, mas a sensação situa-se apenas na área genital.

Entretanto, isso não significa em absoluto que o orgasmo clitoriano não seja também delicioso. O problema é que há mulheres que se sentem diminuídas, como se fossem menos mulheres, por não conseguir orgasmos vaginais. Isso é um absurdo. Com toda a repressão da sexualidade feminina, seria estranho se o orgasmo da mulher fosse algo simples.

Nenhuma mulher é obrigada a perseguir o orgasmo vaginal, transformando a sua vida sexual numa fonte de ansiedade e sofrimento. Contudo, o sexo é uma aprendizagem. É instintivo e natural apenas para a procriação, mas para o prazer todos temos muito que aprender. Usufruindo, na troca com o outro, do máximo que o sexo nos pode proporcionar, vamo-nos transformando e a vida vai-se tornando cada vez mais apetecível.

Livro consultado: A cama na varanda, Regina Navarro Lins, Editora Rocco, 1997.

Anúncios

A arte da penetração

aartedaDepois dos preliminares e de muita brincadeira chega a hora mais conhecida como “a hora H”, ou os “finalmentes” e se você pensa que é só entrar e depois ficar ali a ir e a voltar aqui está o “algo mais” que todos devem saber:

 – Aposte nos preliminares pois ajudam bastante na lubrificação.

A vagina ou o ânus devem estar lubrificados. No caso da vagina, pode bastar a lubrificação natural que é estimulada durante os preliminares do sexo. Mas pode ser que vocês precisem de um lubrificante extra.

 

– Use lubrificantes à base de água.

Porque além de outras coisas, não há risco de reagir com o preservativo. No caso do sexo anal a lubrificação é lei porque o ânus é uma zona sensível e tende a lesar-se mais facilmente na penetração.

 

– O ideal é fazer uma penetração firme e suave ao mesmo tempo.

Tente orientar as coisas de forma a começar apenas com a cabeça do pénis. Vá fazendo pequenas penetrações. A penetração deve ser feita a pouco e pouco para que ambos se vão acostumando.

 

– Para que tenha bastante precisão nos movimentos e bastante carga erótica, é fundamental que tenha um bom movimento de pélvis.

Fique atento à sua vontade de ter orgasmo. Controle isso. Você pode desenvolver esta sensibilidade. Só deve ir mais fundo na penetração se sentir que não vai chegar lá. Se o seu sensor diz que está para vir, então pare com os movimentos, ou pare com a penetração nesse momento. Volte para as preliminares, baixando um pouco a carga erótica (tesão). Com um pouco menos de tesão, você pode começar novamente a empreitada.

 

– Respire.

A respiração mais controlada vai dar-lhe a calma necessária para não ser precoce e aproveitar ao máximo.

 

– Esteja atento(a) às reacções da(o) sua (seu) parceira(o).

Saiba como ela (e) o está a sentir. Imagine como é bom estar lá dentro, com o seu pénis bem tratado, agasalhado, deslizando num vai e vem delicioso. E vá sem culpa de ser feliz!

 

– Penetre mais o seu pénis, pouco a pouco.

 Assim ela vai-se habituando a ele e você vai se familiarizando com ela.

 

– Depois de uma entrada mais profunda, faça alguns movimentos com a sua pélvis, para a frente e para trás, preenchendo-a.

Volte agora para o raso, sentindo-se novamente “na portinha”. Movimentos de penetrações rasas. E vá fundo novamente, intercalando penetrações rasas e profundas. Assim você vai tocando com arte toda a extensão da vagina, inclusive os locais mais sensíveis.

 

– E quando você estiver com todo o seu pénis dentro dela, deixe que o seu osso púbico pressione o dela.

A mulher pode nesse momento usar as suas mãos para acariciar os seus testículos.

 

Divirta-se!! 😉

Timing Sexual – Porque o prazer não é simultâneo?

timming-sexual

TIMING SEXUAL


Escrito por Sergio Savian*

 

São muitas as mulheres que reclamam da velocidade dos seus parceiros sexuais. E muitas vezes a falta de sintonia é tamanha que no final das contas, ou melhor, do ato, é comum que elas se sintam bastante insatisfeitas.
Os homens, principalmente os mais jovens, excitam-se mais rápido que as mulheres porque a sua natureza funciona dessa forma, diferente delas, que naturalmente levam mais tempo para se estimular. Para os homens que buscam a sintonia com as suas parceiras é importante que compreendam esta diferença dos tempos e aprendam a segurar a sua ansiedade para consumar o sexo.

No mundo animal os machos costumam ser bastante rápidos na penetração e na ejaculação e nós, homens, somos naturalmente bem parecidos com isso. Mas, se quisermos ter um sexo que vai além do nosso instinto animal de procriação, com a possibilidade do prazer, é importante que saibamos controlar este ímpeto, fazendo um sexo mais prolongado. E isso só se aprende na prática.

Uma dica fundamental para que o homem faça esse controle da ansiedade é prestar atenção na respiração e nos movimentos do corpo. Respirando de forma ofegante, com movimentos corporais afoitos, chega-se logo ao orgasmo. Mas se você respirar profundamente e usar mais a sensibilidade, focando nos cinco sentidos (paladar, olfato, audição, tato e visão), torna-se mais fácil estender o sexo por mais tempo.

Os homens costumam ser mais objetivos que as mulheres, não só no sexo, mas na maior parte da vida. Se o casal quer realmente uma sintonia mais fina, é importante que o homem se torne mais subjetivo, prestando mais atenção em cada passo do encontro, e a mulher se torne um pouco mais objetiva, indo à luta na busca do seu prazer.

De toda forma o diálogo entre os dois tem que ser bem aberto e transparente. Muitos acham difícil falar sobre o sexo. Mas ninguém é obrigado a adivinhar o que é bom ou ruim para o outro. Se você não fala, explicitando as suas preferências, é difícil conseguir a sintonia que quer. Por isso, deixe a vergonha de lado e comece a expressar o que você sente.
São muitas as diferenças que podem influenciar o descompasso do casal. Uma delas é a diferença de temperamentos. Tem pessoas que são naturalmente mais ardentes e outras, mais suaves. Neste sentido é importante que se busque o caminho do meio. Aliás um bom sexo consegue equilibrar o firme e o suave, intercalando-os no encontro dos corpos. Quando você aperta o(a) seu(sua) companheiro(a) e move a pélvis, cria energia libidinal, mas para que essa mesma energia possa circular por todo o corpo é importante que você crie momentos suaves. Por isso saiba intercalar o toque mais firme e sem vergonha com a delicadeza e o romantismo do contato.

As preliminares são importantes para que se consiga empatia entre os dois. E isso acontece mais facilmente quando você começa devagar, aquecendo o envolvimento pouco a pouco até pegar fogo. Um abraço bem demorado pode ser um bom começo. Ou, que tal uma boa massagem relaxante? Cuide da música de fundo. Você pode criar uma boa trilha sonora que vai dar um clima parecido com um filme.

Uma coisa é você desejar a outra pessoa, outra é vocês sincronizarem os seus desejos. E se souberem fazer isso com arte, equilibrando o vigor com a brandura, poderão permanecer por muito tempo num belo patamar de orgasmo, desfrutando juntos e por muito mais tempo do encontro.

* Sergio Savian é terapeuta e autor dos livros “Sexo: exercícios para o êxtase sexual” e “Que delícia: paquera e sexo de qualidade”, da Editora Gente. Conheça o seu site http://www.mudancadehabito.com.br

The big penis book

As Pilas & A Falta de informação

   Já repararam na quantidade de mamas e de conas com que somos bombardeadas a toda a hora, mesmo sem querermos?   Grandes, pequenas, empinadas, redondas, com piercing, para dentro, para fora, mais tapadas ou mais destapadas… A variedade é imensa, é só escolher!

   Actualmente o homem tem toda uma vasta cultura de exposição do corpo feminino, e pode formar uma opinião acerca daquilo que prefere… Ele é revistas, jornais, tv, filmes, anúncios… Até as modas cultivam o decote e a calcinha justa…

   E para as mulheres??? Nada!!! 

   Pilas!??? Nem vê-las!!! É raro encontrar-se uma pila em exibição!!!

   E mesmo as poucas que lá muito de vez em quando se encontram, têm uma razão de ser muito forte, leia-se educativa, para ali estarem, e geralmente estão em estado flácido.

   Até a moda está contra nós! As calças largas e a cair do rabo não deixam sequer hipótese de imaginação. O que é chato, uma vez que nos habilitamos sempre a que nos saiam totolotos ao contrário!

   Porque é que então os homens têm toda uma visão do prato que vão comer, com hipótese de escolher mais ao pormenor os ingredientes, e nós temos de fazer todo um trabalho de palpação?

   É que todas as teorias dos dedos, nariz, etc. muitas vezes dão buraco…

   Imaginem a situação: Um homem extremamente sensual e atraente, com quem já estamos a visualizar toda uma cena de sexo ardente… Temos todo um trabalho de engate subtil e demorado, e quando finalmente já aquecemos o homem e conseguimos ver o material… AAAi!!! Uma pila minúscula… Sem ter ponta por onde se lhe pegue… daquelas que só com muito muito broche e sexo anal, e ainda assim pegam de empurrão…

   Merda de vida! E depois nós, como boas pessoas que somos, tentamos não demonstrar claramente o nosso desapontamento, e mesmo depois de perdermos a ponta toda não esmorecemos para não ferir a susceptibilidade do marmanjo…

   Mas epa… Que isto se podia evitar, podia! Não tenho nada contra as pilas pequenas, muitas delas são realmente trabalhadoras  e inclusivamente são as melhores para o sexo anal, (as muito grandes são desaconselhadas, se não querem ter problemas de contenção renal futuros) mas se estou à espera de uma grande canzana é impossível não desmoralizar…

   Enquanto que se à partida estivesse informada tinha direccionado a minha expectativa para outras práticas mais adequadas ao material disponível… Ou mesmo escolher outro espécimen, porque não?

   Conclusão: Esta sociedade lixa-nos de todas as formas, e a mulher tem sempre que levar com filmes do tipo “ai isso não importa, o amor é que bla-bla-bla-beca-beca-beca…” e toma-lá-um-mau-desempenho-e-não-reclames-porque-és-mulher-e-não-podes-gostar-de-sexo.

   Como tal, mulheres do meu país, apalpem o material o mais cedo possível se não querem entrar pelo cano. E caso verifiquem que a coisa não interessa, há sempre a desculpa do “carro mal estacionado”!

   Com toda esta falta de informação, muitas mulheres conhecem apenas uma ou duas pilas, e por isso estão privadas da liberdade de escolha. Por isso, aqui vai este livro, que recomendo vivamente para que andemos todas mais esclarecidas, e possamos fazer uma escolha consciente e informada!

thebig

   Eu já tenho o meu, custa à volta de 45 euros, o que é barato tendo em conta a qualidade! Aqui podemos ver várias pilas de tamanho acima da média, com imagem de alta definição, e até o famoso “Long Dong Silver” em todo o seu esplendor!

   Explícito e esclarecedor! 😀

   Enjoy!

Tipos de pilas

Tipos de pilas

 

* Primeiro e, a mais vulgar de todas, a pila talo de couve ou varicosa galega: esta pila é muito boa sensitivamente, entra como um parafuso num buraco apertado e parece que vai rodando muito devagarinho; uma pessoa sente-se a rodar com ela e, caso se tenha bebido muito antes, o mais normal é acabar na casa de banho a vomitar como se tivesse passado a noite na montanha russa. Mas, para ver, dá aquela sensação que se vai comer caldo-verde cru e passar o tempo todo a cuspir fios, como se já não bastassem os pintelhos do costume. A maior vantagem é a de ser rica em fibras. E como é de aplicação directa não tem que passar pelo processo da digestão; sendo ainda bastante agradável de administrar (algumas dietas famosas, baseiam-se na utilização deste tipo de fibra).

* Depois, temos a pila balão (confere fotos de Carla Matadinho e namorado): esta é um tipo de pila que tem que ser muito aquecida antes de fazer qualquer coisa, e ao entrar na boca faz tanta impressão como se estivéssemos no dentista; ficamos com a língua dormente, anestesiando qualquer possibilidade evolutiva. Estou em crer que foi o efeito boop causado pelo atrito destas pilas deram origem àquelas bolas de fio que tantas mulheres acham piada. Visualmente são meio ocas e tendem a perder a força rapidamente, são mais parecidas com um grande tumor, e uma pessoa fica à espera de a ver explodir a qualquer momento e desconcentra-se da coisa em si; talvez se fosse o Clooney no Serviço de Urgência em cima de uma maca a coisa ainda passasse. Ao morrer um dador de órgãos com a pila deste formato, normalmente esta é aproveitada para confeccionar uma resistente bola de râguebi; bastando para tal coser as pontas e insuflar.

* Há ainda a pila alérgica: esta é a pior das pilas para ser ver, cheia de manchas, descolorada, parece que o tipo tem uma doença incurável; não há mulher que se sinta tentada a ir com isto. Se for nossa, é gira para contar todas as manchinhas e claro está sempre associada, se possível, a um formato físico que nos permita girar à grande.

* Outro tipo de pila que existe, é a pila morcego: esta é aquela pila de olho fechado que nos ignora, há também quem a chame de pila casmurra e é sobretudo feita para a demora no broche, em que ele nos diz querida, se me conseguires abrir o olhinho com a língua dou-te tudo o que quiseres. Visualmente é um pila que não nos pisca o olho nem sorri para nós, que não fala por si e tem que fazer com que se oiça a voz do dono; decididamente esta é uma pila invisual; embora a sua capacidade de se movimentar no escuro seja bastante preciosa, se o seu utilizador for dado a brincar aos campistas com o lençol pela cabeça.

* Não me posso esquecer da pila comunista ou em foice: é certo que é muito raro existirem aqueles homens com uma erecção tão perfeita que fique tipo mastro esperando o içar da vela, mas há pilas, que em plena erecção ficam tão de ladecos, tão de ladecos, que mais valia termos o clitóris nas paredes da vulva. Esta pila é óptima para acrobacias, daquelas em que durante o acto uma pessoa começa na cama e acaba ao fundo do corredor, preferencialmente pendurada no cabide da entrada. Em termos visuais dá pouco gozo, porque para se ver bem a coisa a tendência é entortar o pescoço, bem como que esta é uma pila muito fugidia, sai-entra, sai-entra, sai-entra, e dá logo aquele ar que o tipo não pesca um boi da coisa, porque sai demasiado depressa (pois, também vivo e já fiz sexo, pelo menos uma vez de certeza).

* A seguir temos a pila joanete: esta pila digo-vos já é uma pila terapêutica; toda a mulher que tem pouca sensibilidade ou uma certa frigidez devia arranjar uma para si. Ao contrário da pila balão, os altos na glande são duros e pequenos, fazem imensa fricção em vários lados ao mesmo tempo. Pois é, é ter quatro ou cinco dedinhos bem sincronizados dentro, todos a trabalharem para o bem comum, uma espécie de hidro-pila-massagem que em vez de deitarem água para fora, puxam água de dentro. Isto é tudo muito bom, mas esta é uma pila que quando alheia se torna um pouco feia, até porque os altos tendem a tomar uma cor diferente do corpo da pila e, lá voltamos nós à pila alérgica. Suspeito porém, que este modelo serviu de base ao vício que algumas pessoas têm, e que consiste em rebentar aquelas bolinhas nos plásticos que às vezes resguardam embalagens.

* A pila socialite é a estrela de todas as pilas: à semelhança de qualquer tio da linha, tem tendência para se meter em tudo o que é sítio importante, o que convenhamos é uma coisa óptima, embora nunca fique tempo suficiente para causar qualquer efeito. Constipa-se por isso muito facilmente; andando metade do tempo com uma textura flácida e ar pingoso como um nariz de bêbado. Visualmente é uma pila que promete muito mas dá pouco.

* Temos ainda a pila trabalhadora ou rapidinha: esta, devido ao seu formato pequeno e ergonómico tem a mania que é mais que as outras. È a pila do gajo que acha que foi feito para o sexo (o tamanho não conta, o que conta é ser mexidinho) e por isso não se cansa, nunca, de mostrar trabalho. Esta pila tem o inconveniente de ser demasiado mexida e dá pouca estabilidade à coisa, sendo a sua maior desvantagem a de não crescer a olhos vistos. Como tal tem pouco impacto, quer visual quer demorado. Os detentores destas pilas costumam ter crédito especial nos stands de automóveis, já que, tal como as suas pilas, são incapazes de medirem a profundidade das estradas e por isso esbarram sempre de frente nas curvas, uma vez que pensam que elas são sempre um bocadinho mais lá à frente.

* Por fim, temos a pila sueca, baptizada assim em memória do cozinheiro do Marretas: esta é daquelas pilas sempre mole, por muito dura que esteja. Tem todas as desvantagens, grande, sem formato ou textura. Enfim, é uma pila sem vida e, se for a nossa, bem…, se for a nossa, temos que gostar muito do gajo e pedir a Blog, já que se lhe deu uma pila frouxa que pelo menos lhe tenha dado umas mãos de ouro. Característica sui generis é a de quando funciona, tal como o cozinheiro sueco manda tudo para trás

Fonte:

http://doidoevanus.blogspot.com/

Sintetiza benzinho, han? 😀